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domingo, 6 de fevereiro de 2011

Dia em Bruges

O dia passado em Bruges, com os pais da Sofia, foi um dia muito cómico. Joana tinha já a sua nova máquina, pelo que as fotografias estão com boa qualidade.
O pai da Sofia aparece em várias, mesmo sem querer, e foi eleito o melhor emplastro de sempre.

Logo no início da viagem, estávamos nós muito bem instalados, vem uma senhora dizer, depois de ver o nosso bilhete, que estávamos na classe errada... tal não é a nossa atracção pela primeira classe, nem reparámos que estávamos lá sentados, e fomos recambiados para a segunda. Quer dizer, o pai da Sofia diz ter notado que estava um número 1 na carruagem, mas não quis dizer nada.

Primeiro, e porque não podíamos faltar à regra, ainda andámos durante alguns minutos em sentido contrário ao que queríamos, mas descobrimos um hospício. Agora já sabemos onde queremos ser internadas caso seja necessário, porque aquilo de facto era maravilhoso.

Chegando ao centro, ficámos todos maravilhados com a arquitectura, com as ruas, e só não achámos foi muito útil estar tudo escrito em holandês.

Andámos muito, muito, muito, e só tivemos pena de estar um dia tão ventoso, porque é uma viagem linda.

Para além de não conhecermos a língua, ficámos chocados com os preços das coisas.

Descobrimos uma cerveja típica de lá fantástica, e comemos umas batatas fritas deliciosas.

Aquela zona era linda, e não tínhamos noção da quantidade de fotografias que tirámos.

Ainda nos perdemos para voltar à estação de comboio, mas foi algo facilmente resolvido, visto que a Joana dessa vez acertou nas pessoas a quem pedir direcções (em inglês, obviamente, que de holandês não pesca nada).


The crazyness of London

E cá está o prometido post sobre a nossa viagem a Londres.

Fomos numa sexta-feira, em que tínhamos folga de estágio, e voltámos no domingo seguinte. Neste momento achamos de que devíamos ter lá ficado uma semana, visto que em dois dias vimos muita coisa, mas fartámo-nos de andar...
Quando íamos no comboio íamos ficando cada vez mais tristes porque à medida que avançávamos, o sol ia ficando para trás. Sabemos que Londres também não é famoso por ser um país solarengo, mas ainda assim tínhamos esperança que o sol não nos abandonasse.

Quando chegámos começámos logo a bater o dente. Afinal Bruxelas até pode ser uma cidade quentinha...
Lá andámos em busca do metro, e pedimos dois mapas, um para cada uma, porque sabíamos que o metro de Londres é super-confuso. Ao olharmos para os mapas, assustámo-nos durante uns segundos, mas depois prosseguimos a nossa aventura... afinal eram quase 16 horas, e tínhamos dito que chegaríamos ao hostel entre as 17 e as 18 horas... sabendo como somos orientadas, achámos por bem não perder muito tempo.

De facto chegámos a horas, apesar de ainda termos andado durante uns 10 minutos em sentido contrário e Joana ainda conseguiu a proeza de ir pedir informações a um polícia que tinha começado a trabalhar naquele dia, e que nem sequer era de Londres, e que sabia tanto como elas. 

Chegadas ao hostel, dirigiram-se de imediato à recepção,e quando a Joana entrega o seu BI a rapariga pergunta se somos brasileiras, ao que nós respondemos que somos portuguesas. Tal não é o nosso espanto e felicidade, quando ela começa a falar connosco numa língua conhecida. Ela sim, era brasileira.

Tudo começou bem, até chegarmos ao quarto, que iríamos dividir com mais 6 pessoas, e vermos que se encontrava habitado por mais três... tudo rapazes, um deles com um aspecto um tanto ou quanto psicótico, que mal abria a boca para falar (simpatia em pessoa, como podem ver, que nem sabemos de onde era), o outro era um romeno que só sorria, e também quase não falou, para além do "hello", e, por último, um rapaz da Nova Zelândia, esse sim, um rapaz simpático e normal...mas que foi embora logo na manhã seguinte.
A nossa salvação foram duas francesas que chegaram pouco depois de nós para ocupar as restantes camas do quarto.
Obviamente juntámo-nos as quatro, e fomos descobrir Londres, visto que elas também não conheciam. Elas, tal como nós, também tinham um sentido de orientação fantástico, e também andámos as quatro em sentido contrário à Tower Bridge durante alguns minutos (e elas tinham mapa).

Depois de muitas fotos (apesar da máquina fotográfica estar com uns problemas técnicos em que metade das fotos dessa noite não se podem aproveitar) fomos jantar fish and chips. As francesas voltaram ao hostel depois de jantar, e nós continuámos a nossa aventura por Londres até irmos parar a um pub que nos pareceu interessante. O pior foi que ficámos cá fora a terminar o cigarro, e dois personagens muito estranhos vieram meter conversa connosco num inglês que mal percebíamos. Uma frase de engate que ficou famosa nessa noite foi quando um deles diz para a Sofia que ela tem uma boa estrutura óssea da face. Joana, por seu lado, tentava afastar o outro personagem, muito parecido ao Austin Powers, dizendo que ela e Sofia não queriam ir ao karaoke porque não conheciam nenhum dos cantores dos que havia nas listas, e dizendo nomes de bandas alternativas que de certeza que não existiriam ali.

Entrámos no pub, e os dois sempre atrás de nós, até nós pedirmos duas Guiness (mal de nós, já vão perceber porquê, mais à frente) e eles finalmente perceberem que não íamos para o pub onde havia karaoke com eles.

Depois das Guiness, pensámos em ir para casa, mas no fim da rua um rapaz dá-nos dois tickets para bebida grátis num restaurante/bar que tinha música que nos chamou a atenção. Claro que aproveitámos,e foi o melhor que fizemos. Ao chegarmos ao balcão um rapaz começa a meter conversa connosco e paga-nos 2 vodka redbull. O patrão desse rapaz, um "cota" muito porreiro, fez de nosso guarda-costas parte da noite.  Um grupo de rapazes que tinha estado já no primeiro pub entra, e fica ao pé de nós a dançar, mas olha, olha, olha, e nenhum deles diz nada, a não ser quando se vão embora, em que um se vira para Joana e diz "goodbye" e pisca o olho... Sim, quando se vão embora é uma boa altura para meterem conversa.

Muita dança, muito riso, amizade com dois gays que lá estavam, e finalmente Joana faz amizade com um rapaz italiano que lá estava, e que descobre ser da família do dono desse restaurante/bar (só amizades importantes).

Resumindo, a primeira noite foi uma loucura, que nos fez ficar apaixonadas por Londres. Chegámos ao hostel estafadas, mas felizes da vida. Colocámos os despertadores para as 9h30 da manhã, para ainda apanharmos o pequeno-almoço que eles ofereciam até às 10horas.

De manhã acordámos cheias de força e genica, fomos tomar o pequeno-almoço, e de repente lembrámo-nos que os relógios estavam com a hora de Bruxelas... ou seja, acordámos às 8 horas e 30. Depois de sairmos do hostel fomos beber café ao famoso Starbucks, que existe em todo o lado, com medo que o café londrino não fosse do nosso agrado.

Dirigimo-nos, após essa pausa, a Waterloo, andámos imenso, pedimos informações a um varredor de rua e  a uma senhora cujo filho que aparentava ter 6 anos parecia assustado connosco, e chegámos com sucesso ao nosso destino. A máquina fotográfica começou a ter ataques novamente... daí as melhores fotos que temos serem maioritariamente à noite.

Percorremos parte de Londres a pé, desde Westminster até Oxford Street, sempre muito felizes da vida. Demos com uma manifestação, muitos polícias, muitos helicópteros, muita confusão, e muitas pessoas impedidas de entrar nas lojas porque alguns manifestantes tinham partido vidros. Foi basicamente mais uma aventura cheia de loucura nesta cidade.

Ao voltarmos para trás, onde nos íamos encontrar com algum pessoal da noite anterior, enganámo-nos no caminho, pelo que andámos o dobro. O pior foi que a Guiness começou a fazer efeito, e andámos durante duas horas à procura de uma casa-de-banho.

Perguntámos numa loja de conveniência, e a senhora deve ter achado que estávamos com um ar tão desesperado, que nos enviou para um pub ali mesmo ao lado. Aproveitámos para jantar e beber um bom vinho rosé.

Essa noite foi também bastante maluca, connosco sem paciência para aturar um dos rapazes que estava podre de bêbado, e a tentar despistá-lo. No pub do hostel, último local onde fomos para beber mais um copo, ele começou a dizer que estava cansado, e foi com um "tenho de ir levantar dinheiro" que se foi embora e nunca mais o vimos.

Na manhã seguinte acordámos novamente bem cedo, e fomos para o museu Madame Tussauds, onde tirámos imensas fotos. Antes disso, importa referir, que Joana foi pedir informações a um senhor que lhes diz "ah, pois, é por esta zona aqui" enquanto desenha um círculo com o indicador, dando-nos uma informação que já conhecíamos.

Descobrimos a loja dos Beatles, onde nos perdemos durante um grande bocado, e ainda o museu do Sherlock Holmes.

No comboio de volta a Bruxelas adormecemos, e quase nem demos pela viagem.

Foi, portanto, um fim-de-semana em grande, num lugar onde de certeza iremos voltar, mas, para a próxima, durante mais tempo.

Beijinhos,

Joana e Sofia

sábado, 15 de janeiro de 2011

Finalmente um novo post

Depois de umas semanas em Portugal de férias, e de uma semana em que, depois do estágio, não nos apetecia pensar para escrevermos, aqui está um novo post com as actualizações.

A viagem correu normalmente, sem grandes percalços nem parvoíces (achamos que os senhores da TAP nos meteram em lugares separados de propósito, para não haver palhaçadas no avião). Assim, a Joana ficou ao lado de um casal de Trás-os-Montes... o homem dormia, e a mulher encavalitava-se e quase se deitava em cima da Joana para olhar pela janela, mesmo quando a única coisa que se via era um céu escuro (sim, porque viajámos de noite...imaginam que não para ver muito, né?!). A Sofia, por seu lado, tinha como companhia um casal também português que passou a viagem a jogar Scrabble.

Desta vez, à chegada ao aeroporto, não houve rapaz de boxers... até fomos muito direitinhas ter ao táxi, e já fomos nós quem deu as indicações da casa ao taxista, porque ele não conhecia bem.

O 1º dia de estágio foi pior, com a camada de sono que tínhamos. Ainda tivemos de, depois do estágio, ir às compras porque não tínhamos nada em casa, e limpar a cozinha que, devido ao incidente com a luz no nosso último dia, estava uma desgraça por não termos conseguido limpar antes de ir para Portugal.

A semana passou-se bem, entre desligar despertadores quase à porrada de manhã, e longas conversas à noite por deixarmos de ter sono quando chegava a hora de deitar... digamos que foi uma semana muito calma.

Ontem, como era sexta-feira, depois o estágio decidimos encontrar-nos para ir laurear a pevide. A Joana ainda assiste a uma cena de pancadaria entre dois gangues (coisa que lhe disseram ser normal naquela zona) e Sofia, na mesma altura, fica presa no metro, num túnel, durante 20 minutos.

Mais uma vez, foi preciso andarmos perdidas para nos encontrarmos, e depois de algumas voltas lá chegamos ao centro comercial que procurávamos, não sem antes fazer uma paragem pelas lojas que mais gostamos. Felizmente para as nossas carteiras não encontrámos nada de especial em nenhuma dessas lojas.

Depois de jantarem, ficámos um bocadinho no descanso, porque tínhamos andado bastante... quem nos mandou andarmos perdidas?!

Entramos num bar, o Delirium Tremens, muito porreiro, com música brutal, onde bebemos uma cerveja de pêssego e mel, enquanto esperávamos por um rapaz com quem nos íamos encontrar. Troca de mensagens, uma grande confusão porque afinal o bar não era aquele, apesar do nome ser parecido e o símbolo ser o mesmo (é da mesma cadeia de bares), e com Joana a entrar e sair do bar à espera de ver um rapaz de camisola de camisola vermelha a fazer sinais com as mãos, perceberam finalmente que não era, de facto, o mesmo bar.

Mais tarde, depois de andarem (novamente) perdidas em Bruxelas (já perceberam o nome do blog?!), chegaram à Grand Place e, enquanto a Joana falava ao telemóvel com o Patrick, para tentarem perceber onde é que ele estava, andamos às voltas no local. Percebemos onde ele estava quando ele decide gritar em português um "AQUI" bem alto, e olham para o lado e se deparam com três rapazes a fazer sinais com os braços.

Eles lá indicaram o lugar certo, onde já estavam mais dois amigos deles. Desistimos de tentar decorar nomes...mas achamos que hoje ainda nos lembramos de todos... E finalmente bebemos Super Bock... que saudades!
Três dos nossos amigos são de origem portuguesa, e, diga-se de passagem, fomos nós e eles quem mais festejou...só prova que os portugueses são um povo danado para a brincadeira. Passámos uma noite espectacular, e agora estamos cheias de preguiça.


Por agora é tudo, preparem-se para mais novidades,

Joana e Sofia

sábado, 18 de dezembro de 2010

Fade to Black

E cá estamos, no último dia antes de irmos de férias de Natal.
Como era de esperar, tinha de nos acontecer alguma coisa, mesmo sem sairmos de casa... sim, porque quando nós nos preparávamos para sair é que tudo começou.
Basicamente, estamos sem luz (contingências da vida...), e foi fazer malas às escuras, lavar roupa às escuras, cozinhar às escuras, vamos comer à escuras... enfim...
Só nós para estarmos numa situação destas e estarmos felizes.
Ah, Sofia continua a querer praticar para barmaid, e abriu uma garrafa de vinho (sim, porque tínhamos de ter alguma coisa para nos alegrar a noite) de uma maneira um pouco peculiar. Como a rolha não subia...acabou descer... Mas funcionou!
Hoje descobrimos também que temos uma tomada perigosa cá em casa, na qual o anterior inquilino já tinha andado a mexer, e que se encontra exactamente ao pé das nossas camas... Ainda bem que a senhoria nos avisou antecipadamente!

Por agora é tudo.
A luz não permite muita escrita.
Quando voltarmos há mais aventuras!
Fiquem atentos estes dias, não vá alguma de nós lembrar-se de mais coisas e publicar.

Beijinhos

Joana e Sofia

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

White Christmas


Como podem ver pela foto, tirada hoje depois do exame de Cuidados Intensivos no caminho para casa, estamos a viver um "white christmas".
Ontem, depois de um dia de chuva torrencial até às 18h, começou, de repente, a nevar, e o resultado foi mais ou menos este. Neste momento, estamos com sol e neve, um panorama que nos era ainda desconhecido :)

Uma peripécia desta manhã:
Acordámos cedo para ir para o exame, e tomámos o pequeno-almoço nas calmas (tínhamos tempo). Como um dos autocarro não passa aqui por volta da hora a que queríamos sair, tivemos de andar um pouco mais para chegar à paragem de autocarro. Tudo muito calmo até ao momento, só a expectativa do exame.
Chegando ao metro, constatámos algo estranho... Só passavam metros do lado oposto da linha, e o nosso, nem vê-lo. Estivemos à espera durante 20 minutos, até que o bendito metro decidiu chegar. A partir da estação da escola, fomos quase a correr (a neve não dá lá muito jeito para andar, e algumas foram as vezes que ameaçámos cair) até ao gabinete da nossa professora de cá, onde foi o ponto de encontro. Esbaforidas, lá chegámos a tempo, mesmo em cima da hora, e com um valente ataque de tosse... tão grande que a própria professora nos ofereceu chá, água e café.
No final do exame, para compensar esta peripécia, ficámos a conversar com a professora sobre os estágios, e ela ofereceu um chocolate a cada uma (chocolate este desejado por nós desde a noite passada, aquando do estudo).

É tudo por agora.

Beijinhos.

Yohanna (sim, no cartão da escola é este o meu nome lol... como adoro o estrangeiro =p) e Sofia

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Na saúde e na doença...

Joana e Sofia estão doentes...
Sim, as duas... ao mesmo tempo... com os mesmo sintomas...
Isto deve-se, provavelmente, ao cadeado "roubado" para a foto em Paris, na ponte em que os namorados juram amor eterno.
Joana e Sofia estão juntas, como podem ver, na saúde e na doença.

Beijinhos

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

C'est la vie en rose - Paris

Joana e Sofia foram passar o seu primeiro fim-de-semana fora. Destino: Paris!
Tivemos uma aventura com a compra dos bilhetes do TGV, cujos pormenores não irão ser revelados publicamente...
A viagem correu bem, apesar dos "vizinhos" fantásticos que nós tínhamos.
Depois de correrem para o TGV, e procurarem a linha certa, conseguimos dar com os lugares. Os nosso vizinhos... bem... altos, espadaudos, musculados... tipo George Clooney e Brad Pitt... Ou então não, ou seríamos nós muito felizes.
Basicamente eram dois homens de tenra idade. Um passou a vida no computador, desconfiado que a Sofia lhe estava a roubar as ideias do seu precioso trabalho. O outro, ao lado de Joana, olhava para nós, sorria, piscava o olho, estendia a perna, e quase se deitava em cima da Joana... Joana, que já estava farta disto, decide puxar o separador do banco, e o homem ficou muito espantado... Ao que parece, segundo Sofia, Joana ia entalando o braço do senhor. Sofia teve um ataque de riso, Joana estava mais séria.

Já em Paris, fomos fumar um cigarro, e quando Joana acaba de enrolar o dela, vem uma senhora falar com elas porque ficou fascinada com a máquina de enrolar. Conversa puxa conversa, e aparece, do nada, um rapaz que, ao ver que estamos a fumar tabaco de enrolar, nos estende o maço e diz para elas tirarem de lá cigarros... na verdade, foi-se embora tão depressa como chegou...

Fomos comprar os bilhetes de volta, para domingo, e deparamo-nos com uma fila deveras...grande...
Lá tivemos nós de esperar... Atrás de nós estava o Frodo... a sério...
A felicidade foi grande quando nos apercebemos que o bilhete foi mais barato que o de vinda, e em 1ª classe!

Andámos à procura do autocarro, que o primo da Joana tinha dito, e depois de Sofia se lembrar de seguir o caminho contrário àquele que o autocarro que viram (o mesmo que tinham de apanhar) estava a fazer, lá deram com a paragem.

Apanhámos imenso trânsito, porque naquela zona o trânsito estava caótico, mas chegámos ao destino. Procurámos o café que o primo da Joana tinha dito, mas, azar dos azares, estava já fechado...

Então, fomos à barraquinha de waffles, para comer. Ele chegou entretanto, e fomos até casa.

Até aqui tudo muito bem. Decidem ir jantar fora. Quando vai a levantar dinheiro, Joana fica sem o cartão... No dia seguinte ainda foram ao banco pedir para recuperar, mas o pedido foi negado. Pelos vistos Joana deve andar a roubar os seus próprios cartões, então é melhor ter cuidado e enviar para Portugal a confirmar que é mesmo a dona.

O resto do fim-de-semana foi fantástico, apesar de Joana ter ficado doente. Andámos imenso, para todo o lado, e o mais difícil foi acompanhar o andar rápido do primo. Ele anda mesmo muito depressa.
No final, estávamos prontas para ter um fim-de-semana para descansar, mas sentimos que aproveitámos em grande estes dias.
No comboio, ainda dormimos uma sestinha curta, porque não aguentávamos o cansaço.

Ainda tivemos de apanhar o metro até "perto" de casa, e, como ao domingo Bruxelas morre e não há autocarros, tivemos de andar cerca de 30 minutos a pé, com frio, cansadas... Ao chegarmos a casa até nos parecia mentira.

À noite dormiram que nem anjinhos, e de manhã ainda mal se conseguiam mexer... mas querem ir novamente a Paris :)

É tudo.

Johanna et Sophie (a forma como as nossas orientadoras escrevem os nossos nomes).

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Primeiras aventuras

Este post é mais comprido porque tem as peripécias de 2 dias... não tivemos acesso à internet antes.

Joana e Sofia mal chegaram, já começam com as suas cenas...
Então, a começar na noite antes do voo, Joana queria imprimir os bilhetes, após fazer o check-in, mas não tinha folhas brancas... Sofia, por sua vez, estava retida em casa (por causa de uma senhora dona prima da senhoria), e tinha folhas...o que Joana pensou ser útil... até ao momento em que a Sofia diz "não tenho tinteiros".
Joana desespera por folhas, e as duas acabam com 4 bilhetes: dois que a Sofia imprimiu, que não se vê quase nada... e 2 que a Joana imprimiu no verso de umas folhas de um bloco de notas da Remicade (pessoal de Infecto, lembram-se deste bloco?!).

O início da viagem estava a correr às mil maravilhas, tirando quando chegam à segurança do aeroporto e acontecem duas coisas caricatas...
1º: o secutira vira-se para a Sofia e pede para ela tirar o casaco e.... o gorro... sim, porque ela podia ter uma arma na cabeça;
2º: Joana viu que Sofia teve de tirar o portatil para mostrar, e tirou o dela, e também a bolsa do disco externo..mas pelos vistos podemos ter armas nas bolsas do disco externo, que não há problema... não pode é ser nas bolsas de portátil e nos gorros...

Até aterrarmos em Madrid, onde fizemos escala, até nos parecer estranho estar tudo tão normal. A viagem foi super-rápida, tanto que nem desapertámos os cintos. Seja como for, Joana e Sofia esperavam que a viagem fosse de 2 horas, conforme indicava no bilhete (10h-12h), só não contavam que as 12h fossem a hora de Madrid, e não de Portugal.

Pararam para almoçar no Mac, onde ficaram muito satisfeitas por ser melhor que em Portugal (pelo menos o MacPollo lool).
Depois é que começam as peripécias... isto é, a normalidade para nós...
Vamos lá saber porquê, ficámos retidas dentro do avião durante 45 minutos, às voltinhas no aeroporto. Depois, quando o avião descolou, um senhor na fila do lado começou a roncar... coitado do senhor, que quando aterrou devia ter uma dor de pescoço terrível pela posição pouco ortodoxa em que se encontrava.
Joana e Sofia começaram a ficar com fome, e acabaram por comer uma salada de atum a meias (que mal dava para a cova de um dente), com um garfo tamanho XXS e uma colher.

Na chegada, andaram atrás do rebanho. Sofia pensou que o aeroporto até era pequeno, mas arrependeu-se disso mal virou uma das muitas esquinas e viu um corredor tamanho XXL. Depois de terem encontrado o sítio para irem buscar as malas, Sofia foi muito rápida, e Joana quis imitá-la e deu bronca... isto é... ia roubando a mala a um rapaz deveras jeitoso que estava ao lado dela (mas Joana jura que não fez isto de propósito, coisa que Sofia não acredita).

Depois de muita gente atropeladas pelas malas, Joana e Sofia vão fumar antes de entrar para o táxi, e eis que Sofia decide pedir um isqueiro a um jovem também "muito pouco" jeitoso (cof, cof) que estava ao pé de nós. Após gentilmente lhe ceder o isqueiro, o jovem começou a ficar com imenso calor (sim, porque a temperatura em Bruxelas melhorou com a nossa chegada...ou então não!), e nisto Joana e Sofia deparam-se com um rapaz de boxers em plena entrada do aeroporto... mais uma vez, nós juramos que estamos inocentes!

O táxi foi muitoooooooooo caro... mas o senhor foi simpático, e não arredou pé até estarmos dentro de casa. Contudo, não foi fácil entrar, visto que, por engano do tio da Joana, as raparigas eram esperadas apenas na segunda-feira...
A dona da casa foi super-simpática, e deixou-as entrar, recebendo as raparigas com um saco que continha algumas iguarias, e com um amigo especial: Hilaire Rondeau (um belo vinho rosé).
Ao entrarem no estúdio, depois de muita guerra com as malas (até porque as escadas têm cantos e não há luz até quarta-feira), ficaram mais animadas. Sofia, contudo, decide fazer um inspecção à casa, e com o talento de observação inerente a uma enfermeira detectou rapidamente teias de aranha... no entanto, até agora ainda as viu (mas leiam mais à frente e digam que a Joana não é amiguinha).
Apesar da fome, andaram a arrumar roupas e fazer uma limpeza inicial. Resultado: a sala tem umas prateleiras (foto em breve no facebook) que mais parecem o expositor de uma loja de roupa porque o roupeiro é demasiado pequeno (são roupas de Inverno, sim?! Ocupam espaço...).

As camas foram também uma comédia, mas desta vez Sofia não se esqueceu dos lençóis (ainda se lembram da história em casa da Joana na qual Sofia faz uma cama rapidamente sem os lençóis?).
Depois de arrumações feitas, decidem fazer um brinde. Encontram um saca rolhas que não percebem como funciona (foto também será disponibilizada em breve... depois vêem do que falamos). Joana e Sofia, como têm muita experiência em bares, julgam que já adquiriram a competência de abrir aquela garrafa com tal utensílio e que são capazes de tamanha proeza... e não é que foram mesmo?! PRIMEIRA CONCLUSÃO DE ERASMUS: Joana e Sofia estão aptas a abrir um bar. Yeeeeaaa!!!

Mas como para beber o vinho são necessários copos, as raparigas decidem lavá-los... Contudo não havia detergente e o belo do esfregão não se encontrava nas melhores condições. Qual a solução encontrada? Toalhitas desmaquilhantes! Resultado: vinho com sabor refinado garantido!

Depois disto, as raparigas estiveram a ver um filme, e depois arrastaram-se até às camas (e é uma árdua tarefa quando se tem sono... fotos serão também disponibilizadas).

No segundo dia, estavam as raparigas e arranjar-se para sair, e Joana confirma as piores suspeitas de Sofia, e vê uma  aranha na janela. Como Sofia estava distraída a esticar o cabelo, Joana pega no maço de tabaco e mata a aranha, sem dizer nada. Sofia reparou no gesto, mas não desconfiou... Afinal Joana podia estar só a limpar o pó ou a acenar a alguém na rua.

Passados uns momentos, já fora de casa, Joana e Sofia descobrem que não têm café ao pé de casa, nem têm açúcar para beber o seu café em casa. Conclusão: tiveram de ir urgentemente às compras. MAS Bruxelas ao Domingo pára... não há cafés, centros comerciais, nem super-mercados... A dona da casa, depois de lhes ter mostrado a faculdade (com a qual elas ficaram encantadas, porque até tem um café português - marca camelo - e lavandaria), levou-as a um mini-mercado em Stockel. Elas fizeram as compras, o problema foi pagar... Passando a explicar: primeiro os sacos eram poucos, e o senhor da caixa já só ria com as nossas tentativas de arrumação. Depois, quando Joana quis tirar o cartão para pagar, a carteira não abria... Maldito cartão de estágio, que impedia que o fecho progredisse. O senhor da caixa ria ainda mais, perguntou se Joana queria ajuda, e o senhor que estava atrás de nós deve ter pensado que estava no melhor lugar da fila por ser possível assistir ao espectáculo.
Depois disso, carregaram com as compras durante 3 horas em busca de um café... já vos dissemos que ao domingo Bruxelas faz greve? Pois, não encontrámos...
Lá conseguimos abrigo numa paragem de autocarro, que parecia um coreto, e era abrigada... mas não muito para o -3º que se faziam sentir, principalmente nós pés e mãos... bem como nariz. Importa dizer que até ao momento em que vimos -3º na placa da rua, não achámos Bruxelas assim tão frio... efeito psicológico é lixado!

A dona da casa vai buscá-las à hora combinada, e eis que surge uma nova aventura! Limpar a casa decentemente. Lá andámos de rabo para o ar, a limpar todos os cantinhos, e lavar todas as loiças, e tudo, e tudo, e tudo. Com isto, descobrimos que temos um shaker.. Podemos MESMO abrir um bar.

Após as limpezas feitas, surge a hora de fazer o jantar. Sofia prepara as coisas, Joana faz café, e Sofia repara que não consegue ligar os bicos do fogão, e que o número de fósforos é diminuto. Nisto, começam em busca do problema que afecta o nosso fogão, e Joana, após afastar microondas, lá descobre a torneira de segurança. Joana tenta abrir, mas tem o braço curto...Sofia chega lá, mas não consegue... Joana pega num pano, afasta o microondas da frente, e consegue solucionar... Agora...não há fósforos!
Joana olha em volta, rasga a caixa de fósforos, e conseguem acender dois dos bicos do fogão com os papel da caixa depois de lhe pegarem fogo com o isqueiro.
Para acender o forno, foi mais chato. Joana conseguiu usar um restício de fósforo, mas Sofia conseguiu, ao colocar a comida, fechar a porta com tamanha brusquidão, que o forno apagou-se... Joana e Sofia tentam acender de novo com o auxílio de um pauzinho de incenso, mas acham melhor utilizar o microondas... e correu bem.

A massa, contudo, teve um mini-precalço... Quando Sofia a estava a escorrer, queimou-se, e eis que a massa foi parar ao lava loiça... Joana e Sofia, como quem não quer a coisa, pegam em colheres, e começam a socorrer a massa novamente para dentro do tacho. Joana lava não sabe quantas vezes a massa, e como dizem que o que não mata, engorda, a massa foi o nosso belo jantar, e estava por sinal muito boa.

Por hoje esperemos que seja tudo, mas não temos certeza.

Fiquem bem. Esperemos que tenham gostado.

Joana e Sofia