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domingo, 6 de fevereiro de 2011

Dia em Bruges

O dia passado em Bruges, com os pais da Sofia, foi um dia muito cómico. Joana tinha já a sua nova máquina, pelo que as fotografias estão com boa qualidade.
O pai da Sofia aparece em várias, mesmo sem querer, e foi eleito o melhor emplastro de sempre.

Logo no início da viagem, estávamos nós muito bem instalados, vem uma senhora dizer, depois de ver o nosso bilhete, que estávamos na classe errada... tal não é a nossa atracção pela primeira classe, nem reparámos que estávamos lá sentados, e fomos recambiados para a segunda. Quer dizer, o pai da Sofia diz ter notado que estava um número 1 na carruagem, mas não quis dizer nada.

Primeiro, e porque não podíamos faltar à regra, ainda andámos durante alguns minutos em sentido contrário ao que queríamos, mas descobrimos um hospício. Agora já sabemos onde queremos ser internadas caso seja necessário, porque aquilo de facto era maravilhoso.

Chegando ao centro, ficámos todos maravilhados com a arquitectura, com as ruas, e só não achámos foi muito útil estar tudo escrito em holandês.

Andámos muito, muito, muito, e só tivemos pena de estar um dia tão ventoso, porque é uma viagem linda.

Para além de não conhecermos a língua, ficámos chocados com os preços das coisas.

Descobrimos uma cerveja típica de lá fantástica, e comemos umas batatas fritas deliciosas.

Aquela zona era linda, e não tínhamos noção da quantidade de fotografias que tirámos.

Ainda nos perdemos para voltar à estação de comboio, mas foi algo facilmente resolvido, visto que a Joana dessa vez acertou nas pessoas a quem pedir direcções (em inglês, obviamente, que de holandês não pesca nada).


The crazyness of London

E cá está o prometido post sobre a nossa viagem a Londres.

Fomos numa sexta-feira, em que tínhamos folga de estágio, e voltámos no domingo seguinte. Neste momento achamos de que devíamos ter lá ficado uma semana, visto que em dois dias vimos muita coisa, mas fartámo-nos de andar...
Quando íamos no comboio íamos ficando cada vez mais tristes porque à medida que avançávamos, o sol ia ficando para trás. Sabemos que Londres também não é famoso por ser um país solarengo, mas ainda assim tínhamos esperança que o sol não nos abandonasse.

Quando chegámos começámos logo a bater o dente. Afinal Bruxelas até pode ser uma cidade quentinha...
Lá andámos em busca do metro, e pedimos dois mapas, um para cada uma, porque sabíamos que o metro de Londres é super-confuso. Ao olharmos para os mapas, assustámo-nos durante uns segundos, mas depois prosseguimos a nossa aventura... afinal eram quase 16 horas, e tínhamos dito que chegaríamos ao hostel entre as 17 e as 18 horas... sabendo como somos orientadas, achámos por bem não perder muito tempo.

De facto chegámos a horas, apesar de ainda termos andado durante uns 10 minutos em sentido contrário e Joana ainda conseguiu a proeza de ir pedir informações a um polícia que tinha começado a trabalhar naquele dia, e que nem sequer era de Londres, e que sabia tanto como elas. 

Chegadas ao hostel, dirigiram-se de imediato à recepção,e quando a Joana entrega o seu BI a rapariga pergunta se somos brasileiras, ao que nós respondemos que somos portuguesas. Tal não é o nosso espanto e felicidade, quando ela começa a falar connosco numa língua conhecida. Ela sim, era brasileira.

Tudo começou bem, até chegarmos ao quarto, que iríamos dividir com mais 6 pessoas, e vermos que se encontrava habitado por mais três... tudo rapazes, um deles com um aspecto um tanto ou quanto psicótico, que mal abria a boca para falar (simpatia em pessoa, como podem ver, que nem sabemos de onde era), o outro era um romeno que só sorria, e também quase não falou, para além do "hello", e, por último, um rapaz da Nova Zelândia, esse sim, um rapaz simpático e normal...mas que foi embora logo na manhã seguinte.
A nossa salvação foram duas francesas que chegaram pouco depois de nós para ocupar as restantes camas do quarto.
Obviamente juntámo-nos as quatro, e fomos descobrir Londres, visto que elas também não conheciam. Elas, tal como nós, também tinham um sentido de orientação fantástico, e também andámos as quatro em sentido contrário à Tower Bridge durante alguns minutos (e elas tinham mapa).

Depois de muitas fotos (apesar da máquina fotográfica estar com uns problemas técnicos em que metade das fotos dessa noite não se podem aproveitar) fomos jantar fish and chips. As francesas voltaram ao hostel depois de jantar, e nós continuámos a nossa aventura por Londres até irmos parar a um pub que nos pareceu interessante. O pior foi que ficámos cá fora a terminar o cigarro, e dois personagens muito estranhos vieram meter conversa connosco num inglês que mal percebíamos. Uma frase de engate que ficou famosa nessa noite foi quando um deles diz para a Sofia que ela tem uma boa estrutura óssea da face. Joana, por seu lado, tentava afastar o outro personagem, muito parecido ao Austin Powers, dizendo que ela e Sofia não queriam ir ao karaoke porque não conheciam nenhum dos cantores dos que havia nas listas, e dizendo nomes de bandas alternativas que de certeza que não existiriam ali.

Entrámos no pub, e os dois sempre atrás de nós, até nós pedirmos duas Guiness (mal de nós, já vão perceber porquê, mais à frente) e eles finalmente perceberem que não íamos para o pub onde havia karaoke com eles.

Depois das Guiness, pensámos em ir para casa, mas no fim da rua um rapaz dá-nos dois tickets para bebida grátis num restaurante/bar que tinha música que nos chamou a atenção. Claro que aproveitámos,e foi o melhor que fizemos. Ao chegarmos ao balcão um rapaz começa a meter conversa connosco e paga-nos 2 vodka redbull. O patrão desse rapaz, um "cota" muito porreiro, fez de nosso guarda-costas parte da noite.  Um grupo de rapazes que tinha estado já no primeiro pub entra, e fica ao pé de nós a dançar, mas olha, olha, olha, e nenhum deles diz nada, a não ser quando se vão embora, em que um se vira para Joana e diz "goodbye" e pisca o olho... Sim, quando se vão embora é uma boa altura para meterem conversa.

Muita dança, muito riso, amizade com dois gays que lá estavam, e finalmente Joana faz amizade com um rapaz italiano que lá estava, e que descobre ser da família do dono desse restaurante/bar (só amizades importantes).

Resumindo, a primeira noite foi uma loucura, que nos fez ficar apaixonadas por Londres. Chegámos ao hostel estafadas, mas felizes da vida. Colocámos os despertadores para as 9h30 da manhã, para ainda apanharmos o pequeno-almoço que eles ofereciam até às 10horas.

De manhã acordámos cheias de força e genica, fomos tomar o pequeno-almoço, e de repente lembrámo-nos que os relógios estavam com a hora de Bruxelas... ou seja, acordámos às 8 horas e 30. Depois de sairmos do hostel fomos beber café ao famoso Starbucks, que existe em todo o lado, com medo que o café londrino não fosse do nosso agrado.

Dirigimo-nos, após essa pausa, a Waterloo, andámos imenso, pedimos informações a um varredor de rua e  a uma senhora cujo filho que aparentava ter 6 anos parecia assustado connosco, e chegámos com sucesso ao nosso destino. A máquina fotográfica começou a ter ataques novamente... daí as melhores fotos que temos serem maioritariamente à noite.

Percorremos parte de Londres a pé, desde Westminster até Oxford Street, sempre muito felizes da vida. Demos com uma manifestação, muitos polícias, muitos helicópteros, muita confusão, e muitas pessoas impedidas de entrar nas lojas porque alguns manifestantes tinham partido vidros. Foi basicamente mais uma aventura cheia de loucura nesta cidade.

Ao voltarmos para trás, onde nos íamos encontrar com algum pessoal da noite anterior, enganámo-nos no caminho, pelo que andámos o dobro. O pior foi que a Guiness começou a fazer efeito, e andámos durante duas horas à procura de uma casa-de-banho.

Perguntámos numa loja de conveniência, e a senhora deve ter achado que estávamos com um ar tão desesperado, que nos enviou para um pub ali mesmo ao lado. Aproveitámos para jantar e beber um bom vinho rosé.

Essa noite foi também bastante maluca, connosco sem paciência para aturar um dos rapazes que estava podre de bêbado, e a tentar despistá-lo. No pub do hostel, último local onde fomos para beber mais um copo, ele começou a dizer que estava cansado, e foi com um "tenho de ir levantar dinheiro" que se foi embora e nunca mais o vimos.

Na manhã seguinte acordámos novamente bem cedo, e fomos para o museu Madame Tussauds, onde tirámos imensas fotos. Antes disso, importa referir, que Joana foi pedir informações a um senhor que lhes diz "ah, pois, é por esta zona aqui" enquanto desenha um círculo com o indicador, dando-nos uma informação que já conhecíamos.

Descobrimos a loja dos Beatles, onde nos perdemos durante um grande bocado, e ainda o museu do Sherlock Holmes.

No comboio de volta a Bruxelas adormecemos, e quase nem demos pela viagem.

Foi, portanto, um fim-de-semana em grande, num lugar onde de certeza iremos voltar, mas, para a próxima, durante mais tempo.

Beijinhos,

Joana e Sofia

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

C'est la vie en rose - Paris

Joana e Sofia foram passar o seu primeiro fim-de-semana fora. Destino: Paris!
Tivemos uma aventura com a compra dos bilhetes do TGV, cujos pormenores não irão ser revelados publicamente...
A viagem correu bem, apesar dos "vizinhos" fantásticos que nós tínhamos.
Depois de correrem para o TGV, e procurarem a linha certa, conseguimos dar com os lugares. Os nosso vizinhos... bem... altos, espadaudos, musculados... tipo George Clooney e Brad Pitt... Ou então não, ou seríamos nós muito felizes.
Basicamente eram dois homens de tenra idade. Um passou a vida no computador, desconfiado que a Sofia lhe estava a roubar as ideias do seu precioso trabalho. O outro, ao lado de Joana, olhava para nós, sorria, piscava o olho, estendia a perna, e quase se deitava em cima da Joana... Joana, que já estava farta disto, decide puxar o separador do banco, e o homem ficou muito espantado... Ao que parece, segundo Sofia, Joana ia entalando o braço do senhor. Sofia teve um ataque de riso, Joana estava mais séria.

Já em Paris, fomos fumar um cigarro, e quando Joana acaba de enrolar o dela, vem uma senhora falar com elas porque ficou fascinada com a máquina de enrolar. Conversa puxa conversa, e aparece, do nada, um rapaz que, ao ver que estamos a fumar tabaco de enrolar, nos estende o maço e diz para elas tirarem de lá cigarros... na verdade, foi-se embora tão depressa como chegou...

Fomos comprar os bilhetes de volta, para domingo, e deparamo-nos com uma fila deveras...grande...
Lá tivemos nós de esperar... Atrás de nós estava o Frodo... a sério...
A felicidade foi grande quando nos apercebemos que o bilhete foi mais barato que o de vinda, e em 1ª classe!

Andámos à procura do autocarro, que o primo da Joana tinha dito, e depois de Sofia se lembrar de seguir o caminho contrário àquele que o autocarro que viram (o mesmo que tinham de apanhar) estava a fazer, lá deram com a paragem.

Apanhámos imenso trânsito, porque naquela zona o trânsito estava caótico, mas chegámos ao destino. Procurámos o café que o primo da Joana tinha dito, mas, azar dos azares, estava já fechado...

Então, fomos à barraquinha de waffles, para comer. Ele chegou entretanto, e fomos até casa.

Até aqui tudo muito bem. Decidem ir jantar fora. Quando vai a levantar dinheiro, Joana fica sem o cartão... No dia seguinte ainda foram ao banco pedir para recuperar, mas o pedido foi negado. Pelos vistos Joana deve andar a roubar os seus próprios cartões, então é melhor ter cuidado e enviar para Portugal a confirmar que é mesmo a dona.

O resto do fim-de-semana foi fantástico, apesar de Joana ter ficado doente. Andámos imenso, para todo o lado, e o mais difícil foi acompanhar o andar rápido do primo. Ele anda mesmo muito depressa.
No final, estávamos prontas para ter um fim-de-semana para descansar, mas sentimos que aproveitámos em grande estes dias.
No comboio, ainda dormimos uma sestinha curta, porque não aguentávamos o cansaço.

Ainda tivemos de apanhar o metro até "perto" de casa, e, como ao domingo Bruxelas morre e não há autocarros, tivemos de andar cerca de 30 minutos a pé, com frio, cansadas... Ao chegarmos a casa até nos parecia mentira.

À noite dormiram que nem anjinhos, e de manhã ainda mal se conseguiam mexer... mas querem ir novamente a Paris :)

É tudo.

Johanna et Sophie (a forma como as nossas orientadoras escrevem os nossos nomes).