Ora bem, aqui mais novidades sobre a nossa estadia em Bruxelas.
Ontem saímos cedo do estágio, e decidimos fazer um resto de dia perfeito para gajas... portanto começamos por ir às compras!
A caminho do metro ouvimos alguém a perguntar "qual é o teu perfume?". Joana olha para o rapaz e diz que não sabe... este vira-se para Sofia e repete a pergunta, ao que ela responde o mesmo... Não tivemos a certeza sequer a quem é que ele fez a pergunta, e a Sofia não tinha ouvido a resposta da Joana... o rapaz, coitado, é que olhou para nós e refilou qualquer coisa como: "Então usam o perfume e não sabem qual é?!".
Depois de muitas lojas percorridas, entrámos na Levi's, porque Sofia continuava em busca dos seus jeans. Nisto, um rapaz vira-se para nós e pergunta "Posso tirar-vos as medidas?", ao que nós devemos ter feito uma cara tão parva que ele desbobinou imediatamente um discurso sobre as medidas e o modelo de calças mais adequados. Como Sofia andava em busca de calças, lá deixou o rapaz tirar as medidas, enquanto Joana só conseguia rir, sendo acompanhada por outros rapazes que observavam a situação. Importa salientar que o rapaz da loja foi muito simpático e educado, e até perguntou a Sofia se ela queria saber as medidas e disse que estava "muito bem".
Ao jantar fomos a um restaurante asiático. O senhor que nos veio atender não podia ser totalmente normal, óbvio, e pareceu-nos ter um distúrbio obsessivo compulsivo com a ordem e disposição dos talhares, guardanapos, pratos, copos, garrafas...enfim...tudo o que preenchia a nossa mesa, incluindo os toalhetes de mesa, que tinham de estar super alinhados.
Depois fomos a um café muito simpático, onde toda a gente ficou a olhar para nós, e onde demoramos a ser atendidas porque aquilo é pequeno, estava quase cheio, e o empregado estava a dormir um sestinha... Quando Sofia pede os cafés, tal não era o sono do rapaz, ele pede para ela esperar, vai baixar a música, e depois pede-lhe para ela repetir. Garantimos que ele tinha umas olheiras maiores que as nossas.
Em seguida decidimos ir ao "nosso" bar (adoramos mesmo!), e tal não é o nosso espanto quando, à chegada, o barman nos reconhece (apesar de só lá termos ido duas vezes) e faz uma grande festa quando nós entramos. O resto da noite foi passado com muita risota...
Primeiro reparámos que estavam dois gajos a olhar bué, sendo que Joana diz e afirma que um deles é o John Travolta no filme Grease! Ao fim de um bocado esse Travolta começa a falar com a "quer frô" (sim, porque aqui também há mulheres que fazem isto) que depois se dirige à nossa mesa com duas rosas. Sofia tinha percebido, Joana não... o que podiam elas fazer para além de agradecer?!
Mais uns homens, um deles então, coitado, já fora do prazo por completo, capaz de provocar uma indigestão, e muitos olhares na nossa direcção... Um deles, que parecia o Shrek, contudo, não deve ter percebido que não estávamos de todo interessadas, visto que se veio despedir de nós com um beijinho (maneira belga) antes de se irem embora...note-se que nem disse "olá" nem "boa noite" nem nada. Nós, claro, mal tivemos reacção...
O Travolta, entretanto, não tinha desistido, e, quando se estava a ir embora com o amigo, disse adeus de longe, e ainda fez sinal para que nós fossemos com eles.
Ao mesmo tempo, dois homens passam para a casa de banho. Primeiro um, que olha para nós com um ar que, na sua ideia, devia ser muito sexy, e o outro entra passados apenas alguns segundos, fazendo uma cara idêntica. Nós só nos conseguimos rir... e o mais giro é que eles levaram eternidades lá dentro, fazendo-nos pensar num romance gay, e o primeiro que volta vem a abotoar as calças.
Pouco depois entram dois indivíduos que, a caminho da mesa indicada pelo barman, olham para as duas cadeira que estavam livres na nossa mesa, e só comentavam: "estão ali duas cadeiras". Quando se sentaram, um deles fez como se fosse a cair para se chegar à nossa mesa, mas ficaram sossegados no seu canto.
Estranho foram outros dois, também já um bocado fora do prazo, coitados, que vão a passar na rua, olham para nós, voltam para trás e sentam-se na mesa ao lado da nossa, completamente virados para nós. Vá lá que nem disseram nada, e foram embora após uma cerveja (que estava difícil de acabar).
Um outro homem entra, e senta-se numa cadeira no bar à nossa frente, olhando imenso na nossa direcção. Olha, suspira, passa a mão pelo cabelo, abana o casaco em jeito de quem está com calor...mas não diz nada, felizmente. Entretanto em volta dele, juntaram-se os "amigos" que tinham vindo da casa-de-banho (do romance gay) e mais uns quantos que estavam com eles no bar. O rapaz, coitado, teve de mudar de posição para nos poder ver, e foi arrastar cadeira, por-se de pé...enfim... desconfiamos que ele foi enviado para nos vigiar, tal não foi o esforço de nos manter no seu campo de visão. Mas podemos considerar que não é de todo burro, porque "se não pode vencê-los, junta-te a eles", e quando nos fomos embora já estava a conversar muito animado com os que estavam entre nós e ele.
Os da casa-de-banho não desistiram, e por várias vezes vieram meter conversa... Blá blá blá, Portugal para aqui, blá blá blá, Manneken-Pis para ali, e estão a gostar disto?, e têm um sorriso bonito!, e esta noite é para diversão!...
Joana ainda olhou para outros dois rapazes que entretanto se tinham sentado ao lado delas em busca de alguma ajuda, mas eles só olhavam... olhavam... olhavam...
Nisto um dos da casa-de-banho (o Jean Christophe, já agora) vem na nossa direcção pela não-sabemos-quantésima vez com dois bilhetes de entrada grátis numa discoteca ali próximo, que parece ser muito conhecida. Depois de muito insistirem, mantemo-nos fiéis e dissemos que se fossemos lá seria hoje ou amanhã, ontem não.
Uma amiga deles é que não pareceu achar-nos grande piada, porque quando ele disse os nossos nomes, ela fez uma nada simpática e virou-se para o seu outro amigo que vinha na nossa direcção e disse "non!". Esteja descansada, amiga, que ele não faz de todo o nosso género, e não tencionamos arruinar o seu negócio.
Quem nos veio salvar deles foi o barman, que apareceu a dançar e nos permitiu um tempo para sair dali. Note-se que o barman é nosso amigo, e manteve-nos debaixo de olho a noite toda, não fosse alguma coisa correr mal.
À saída do bar ainda houve tempo para mais dois se meterem connosco... estes dois também tinham ido à casa-de-banho antes, mas nós saímos rapidamente, nem demos tempo para mais conversa. Só conseguíamos rir, claro, porque estava a ser uma noite surreal.
Ainda passámos pela discoteca, a caminho do táxi, e o segurança disse que tinha convites para nós. Nós dissemos que já tínhamos dois, e ele responde "então serão sempre bem-vindas".
No táxi as coisas foram mais calmas... até chegarmos a um túnel onde começámos a ver os carros a diminuir a velocidade. Deparámo-nos com um grande acidente, em que o carro capotou, e o rapaz que lá ia dentro estava estendido no chão. O parvo é que os amigos estavam a tentar levantá-lo... De resto, pareceu estar muito bêbado, e pelo menos não houve mortes. Depois de uma noite a rir, com música brutal, isto deixou-nos um bocadinho em choque.
Em casa, lembrámo-nos dos bolos que tínhamos comprado à hora de almoço... felizmente estavam sãos e salvos.
E hoje à noite é noite de encontro de alunos Erasmus da nossa escola :)
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
domingo, 16 de janeiro de 2011
Mais amigos na bagagem
e mais um bar super porreiro que nos foi apresentado.
Depois de conhecermos 2 brasileiras e 2 mexicanos, estes últimos estão a fazer Erasmus em Madrid e vieram cá passar o fim-de-semana, fomos a um bar novo com algum do pessoal da noite passada, e queremos lá ir mais vezes :)
E viva Bruxelas :p
Hoje, como somos meninas que gostam de cuidar da sua saúde, vamos daqui a nada ao ginásio pela primeira vez desde que chegámos cá.
À bientôt,
Joana e Sofia
Depois de conhecermos 2 brasileiras e 2 mexicanos, estes últimos estão a fazer Erasmus em Madrid e vieram cá passar o fim-de-semana, fomos a um bar novo com algum do pessoal da noite passada, e queremos lá ir mais vezes :)
E viva Bruxelas :p
Hoje, como somos meninas que gostam de cuidar da sua saúde, vamos daqui a nada ao ginásio pela primeira vez desde que chegámos cá.
À bientôt,
Joana e Sofia
sábado, 15 de janeiro de 2011
Finalmente um novo post
Depois de umas semanas em Portugal de férias, e de uma semana em que, depois do estágio, não nos apetecia pensar para escrevermos, aqui está um novo post com as actualizações.
A viagem correu normalmente, sem grandes percalços nem parvoíces (achamos que os senhores da TAP nos meteram em lugares separados de propósito, para não haver palhaçadas no avião). Assim, a Joana ficou ao lado de um casal de Trás-os-Montes... o homem dormia, e a mulher encavalitava-se e quase se deitava em cima da Joana para olhar pela janela, mesmo quando a única coisa que se via era um céu escuro (sim, porque viajámos de noite...imaginam que não para ver muito, né?!). A Sofia, por seu lado, tinha como companhia um casal também português que passou a viagem a jogar Scrabble.
Desta vez, à chegada ao aeroporto, não houve rapaz de boxers... até fomos muito direitinhas ter ao táxi, e já fomos nós quem deu as indicações da casa ao taxista, porque ele não conhecia bem.
O 1º dia de estágio foi pior, com a camada de sono que tínhamos. Ainda tivemos de, depois do estágio, ir às compras porque não tínhamos nada em casa, e limpar a cozinha que, devido ao incidente com a luz no nosso último dia, estava uma desgraça por não termos conseguido limpar antes de ir para Portugal.
A semana passou-se bem, entre desligar despertadores quase à porrada de manhã, e longas conversas à noite por deixarmos de ter sono quando chegava a hora de deitar... digamos que foi uma semana muito calma.
Ontem, como era sexta-feira, depois o estágio decidimos encontrar-nos para ir laurear a pevide. A Joana ainda assiste a uma cena de pancadaria entre dois gangues (coisa que lhe disseram ser normal naquela zona) e Sofia, na mesma altura, fica presa no metro, num túnel, durante 20 minutos.
Mais uma vez, foi preciso andarmos perdidas para nos encontrarmos, e depois de algumas voltas lá chegamos ao centro comercial que procurávamos, não sem antes fazer uma paragem pelas lojas que mais gostamos. Felizmente para as nossas carteiras não encontrámos nada de especial em nenhuma dessas lojas.
Depois de jantarem, ficámos um bocadinho no descanso, porque tínhamos andado bastante... quem nos mandou andarmos perdidas?!
Entramos num bar, o Delirium Tremens, muito porreiro, com música brutal, onde bebemos uma cerveja de pêssego e mel, enquanto esperávamos por um rapaz com quem nos íamos encontrar. Troca de mensagens, uma grande confusão porque afinal o bar não era aquele, apesar do nome ser parecido e o símbolo ser o mesmo (é da mesma cadeia de bares), e com Joana a entrar e sair do bar à espera de ver um rapaz de camisola de camisola vermelha a fazer sinais com as mãos, perceberam finalmente que não era, de facto, o mesmo bar.
Mais tarde, depois de andarem (novamente) perdidas em Bruxelas (já perceberam o nome do blog?!), chegaram à Grand Place e, enquanto a Joana falava ao telemóvel com o Patrick, para tentarem perceber onde é que ele estava, andamos às voltas no local. Percebemos onde ele estava quando ele decide gritar em português um "AQUI" bem alto, e olham para o lado e se deparam com três rapazes a fazer sinais com os braços.
Eles lá indicaram o lugar certo, onde já estavam mais dois amigos deles. Desistimos de tentar decorar nomes...mas achamos que hoje ainda nos lembramos de todos... E finalmente bebemos Super Bock... que saudades!
Três dos nossos amigos são de origem portuguesa, e, diga-se de passagem, fomos nós e eles quem mais festejou...só prova que os portugueses são um povo danado para a brincadeira. Passámos uma noite espectacular, e agora estamos cheias de preguiça.
Por agora é tudo, preparem-se para mais novidades,
Joana e Sofia
A viagem correu normalmente, sem grandes percalços nem parvoíces (achamos que os senhores da TAP nos meteram em lugares separados de propósito, para não haver palhaçadas no avião). Assim, a Joana ficou ao lado de um casal de Trás-os-Montes... o homem dormia, e a mulher encavalitava-se e quase se deitava em cima da Joana para olhar pela janela, mesmo quando a única coisa que se via era um céu escuro (sim, porque viajámos de noite...imaginam que não para ver muito, né?!). A Sofia, por seu lado, tinha como companhia um casal também português que passou a viagem a jogar Scrabble.
Desta vez, à chegada ao aeroporto, não houve rapaz de boxers... até fomos muito direitinhas ter ao táxi, e já fomos nós quem deu as indicações da casa ao taxista, porque ele não conhecia bem.
O 1º dia de estágio foi pior, com a camada de sono que tínhamos. Ainda tivemos de, depois do estágio, ir às compras porque não tínhamos nada em casa, e limpar a cozinha que, devido ao incidente com a luz no nosso último dia, estava uma desgraça por não termos conseguido limpar antes de ir para Portugal.
A semana passou-se bem, entre desligar despertadores quase à porrada de manhã, e longas conversas à noite por deixarmos de ter sono quando chegava a hora de deitar... digamos que foi uma semana muito calma.
Ontem, como era sexta-feira, depois o estágio decidimos encontrar-nos para ir laurear a pevide. A Joana ainda assiste a uma cena de pancadaria entre dois gangues (coisa que lhe disseram ser normal naquela zona) e Sofia, na mesma altura, fica presa no metro, num túnel, durante 20 minutos.
Mais uma vez, foi preciso andarmos perdidas para nos encontrarmos, e depois de algumas voltas lá chegamos ao centro comercial que procurávamos, não sem antes fazer uma paragem pelas lojas que mais gostamos. Felizmente para as nossas carteiras não encontrámos nada de especial em nenhuma dessas lojas.
Depois de jantarem, ficámos um bocadinho no descanso, porque tínhamos andado bastante... quem nos mandou andarmos perdidas?!
Entramos num bar, o Delirium Tremens, muito porreiro, com música brutal, onde bebemos uma cerveja de pêssego e mel, enquanto esperávamos por um rapaz com quem nos íamos encontrar. Troca de mensagens, uma grande confusão porque afinal o bar não era aquele, apesar do nome ser parecido e o símbolo ser o mesmo (é da mesma cadeia de bares), e com Joana a entrar e sair do bar à espera de ver um rapaz de camisola de camisola vermelha a fazer sinais com as mãos, perceberam finalmente que não era, de facto, o mesmo bar.
Mais tarde, depois de andarem (novamente) perdidas em Bruxelas (já perceberam o nome do blog?!), chegaram à Grand Place e, enquanto a Joana falava ao telemóvel com o Patrick, para tentarem perceber onde é que ele estava, andamos às voltas no local. Percebemos onde ele estava quando ele decide gritar em português um "AQUI" bem alto, e olham para o lado e se deparam com três rapazes a fazer sinais com os braços.
Eles lá indicaram o lugar certo, onde já estavam mais dois amigos deles. Desistimos de tentar decorar nomes...mas achamos que hoje ainda nos lembramos de todos... E finalmente bebemos Super Bock... que saudades!
Três dos nossos amigos são de origem portuguesa, e, diga-se de passagem, fomos nós e eles quem mais festejou...só prova que os portugueses são um povo danado para a brincadeira. Passámos uma noite espectacular, e agora estamos cheias de preguiça.
Por agora é tudo, preparem-se para mais novidades,
Joana e Sofia
sábado, 18 de dezembro de 2010
Fade to Black
E cá estamos, no último dia antes de irmos de férias de Natal.
Como era de esperar, tinha de nos acontecer alguma coisa, mesmo sem sairmos de casa... sim, porque quando nós nos preparávamos para sair é que tudo começou.
Basicamente, estamos sem luz (contingências da vida...), e foi fazer malas às escuras, lavar roupa às escuras, cozinhar às escuras, vamos comer à escuras... enfim...
Só nós para estarmos numa situação destas e estarmos felizes.
Ah, Sofia continua a querer praticar para barmaid, e abriu uma garrafa de vinho (sim, porque tínhamos de ter alguma coisa para nos alegrar a noite) de uma maneira um pouco peculiar. Como a rolha não subia...acabou descer... Mas funcionou!
Hoje descobrimos também que temos uma tomada perigosa cá em casa, na qual o anterior inquilino já tinha andado a mexer, e que se encontra exactamente ao pé das nossas camas... Ainda bem que a senhoria nos avisou antecipadamente!
Por agora é tudo.
A luz não permite muita escrita.
Quando voltarmos há mais aventuras!
Fiquem atentos estes dias, não vá alguma de nós lembrar-se de mais coisas e publicar.
Beijinhos
Joana e Sofia
Como era de esperar, tinha de nos acontecer alguma coisa, mesmo sem sairmos de casa... sim, porque quando nós nos preparávamos para sair é que tudo começou.
Basicamente, estamos sem luz (contingências da vida...), e foi fazer malas às escuras, lavar roupa às escuras, cozinhar às escuras, vamos comer à escuras... enfim...
Só nós para estarmos numa situação destas e estarmos felizes.
Ah, Sofia continua a querer praticar para barmaid, e abriu uma garrafa de vinho (sim, porque tínhamos de ter alguma coisa para nos alegrar a noite) de uma maneira um pouco peculiar. Como a rolha não subia...acabou descer... Mas funcionou!
Hoje descobrimos também que temos uma tomada perigosa cá em casa, na qual o anterior inquilino já tinha andado a mexer, e que se encontra exactamente ao pé das nossas camas... Ainda bem que a senhoria nos avisou antecipadamente!
Por agora é tudo.
A luz não permite muita escrita.
Quando voltarmos há mais aventuras!
Fiquem atentos estes dias, não vá alguma de nós lembrar-se de mais coisas e publicar.
Beijinhos
Joana e Sofia
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Jantar pouco sossegado
Decidimos, depois de um exame de manhã e uma tarde atribulada, ir dar uma voltinha pelo centro de Bruxelas, e ir jantar fora, para comemorar, mais que não seja, o início das férias de Natal.
O restaurante escolhido pela internet era muito porreiro, ambiente relaxante, música agradável, e tinha um aspecto meio alternativo, tal como nós gostamos. Parecia ideal.
O problema eram os vizinhos do lado... nós não temos muita sorte com vizinhos, como já devem ter percebido... os indivíduos em questão, desta vez, tinham o aspecto de serem da Máfia Russa, e não paravam de olhar, e chegaram mesmo a tirar fotografias (sorte a da Joana, que estava de costa... Sofia lá tentou esconder-se como pode). Entretanto, entre muitos comportamentos estranhos que tiveram, e depois de um deles se ter ido embora e voltado passado não sabemos quanto tempo, um deles batia com a cabeça na parede ou com as luvas na mesa, e o outro abanava a cabeça... De repente, levantam-se os dois, e vão-se embora, até que, quando nós já estávamos à entrada do restaurante para irmos para o metro, apareceu novamente e entrou. De facto não percebemos o que se passava ali.
No metro encontrámos um casal que era todo "muito mel", tanto que as pessoas ao lado deles pareciam bastante incomodadas... O mais cómico deste casal foi quanto a rapariga decide pôr os óculos do filme 3D que nós calculamos que eles tinham acabado de ir ver, e o rapaz, depois de dizer que ela estava muito gira, decidiu fazer o mesmo com os dele... E lá foram, no metro, e depois no caminho para o comboio, de mãos dadas, com óculos 3D. Em Portugal diz-se que há "amor e uma cabana" em Bruxelas pelos vistos há "amor em 3D".
Pela primeira vez andámos de comboio dentro de Bruxelas. Aqui tivemos mais sorte com os vizinhos, que, pelo menos, não tinham um ar estranho, só que eram... um casal. Para além do casal, fomos acompanhadas até parte do caminho por um rapaz com um ar muito perdido, que nós adoptámos como mascote porque tinha ar de Nenuco... Acreditamos que o rapaz levou o caminho todo a pensar que estávamos a gozar com ele, mas depois das personagem d'O Padrinho que vimos no restaurante, ele pareceu-nos boa companhia. Giro, giro foi que quando, ainda na paragem, nos levantamos para entrar, e ele estava à nossa frente, mal nos aproximámos tirou a camisola, ficando com uma t-shirt apesar da fresca temperatura (3º negativos).
Bem, por hoje é tudo, porque estamos demasiado cansadas.
Beijinhos.
Joana e Sofia
O restaurante escolhido pela internet era muito porreiro, ambiente relaxante, música agradável, e tinha um aspecto meio alternativo, tal como nós gostamos. Parecia ideal.
O problema eram os vizinhos do lado... nós não temos muita sorte com vizinhos, como já devem ter percebido... os indivíduos em questão, desta vez, tinham o aspecto de serem da Máfia Russa, e não paravam de olhar, e chegaram mesmo a tirar fotografias (sorte a da Joana, que estava de costa... Sofia lá tentou esconder-se como pode). Entretanto, entre muitos comportamentos estranhos que tiveram, e depois de um deles se ter ido embora e voltado passado não sabemos quanto tempo, um deles batia com a cabeça na parede ou com as luvas na mesa, e o outro abanava a cabeça... De repente, levantam-se os dois, e vão-se embora, até que, quando nós já estávamos à entrada do restaurante para irmos para o metro, apareceu novamente e entrou. De facto não percebemos o que se passava ali.
No metro encontrámos um casal que era todo "muito mel", tanto que as pessoas ao lado deles pareciam bastante incomodadas... O mais cómico deste casal foi quanto a rapariga decide pôr os óculos do filme 3D que nós calculamos que eles tinham acabado de ir ver, e o rapaz, depois de dizer que ela estava muito gira, decidiu fazer o mesmo com os dele... E lá foram, no metro, e depois no caminho para o comboio, de mãos dadas, com óculos 3D. Em Portugal diz-se que há "amor e uma cabana" em Bruxelas pelos vistos há "amor em 3D".
Pela primeira vez andámos de comboio dentro de Bruxelas. Aqui tivemos mais sorte com os vizinhos, que, pelo menos, não tinham um ar estranho, só que eram... um casal. Para além do casal, fomos acompanhadas até parte do caminho por um rapaz com um ar muito perdido, que nós adoptámos como mascote porque tinha ar de Nenuco... Acreditamos que o rapaz levou o caminho todo a pensar que estávamos a gozar com ele, mas depois das personagem d'O Padrinho que vimos no restaurante, ele pareceu-nos boa companhia. Giro, giro foi que quando, ainda na paragem, nos levantamos para entrar, e ele estava à nossa frente, mal nos aproximámos tirou a camisola, ficando com uma t-shirt apesar da fresca temperatura (3º negativos).
Bem, por hoje é tudo, porque estamos demasiado cansadas.
Beijinhos.
Joana e Sofia
White Christmas
Como podem ver pela foto, tirada hoje depois do exame de Cuidados Intensivos no caminho para casa, estamos a viver um "white christmas".
Ontem, depois de um dia de chuva torrencial até às 18h, começou, de repente, a nevar, e o resultado foi mais ou menos este. Neste momento, estamos com sol e neve, um panorama que nos era ainda desconhecido :)
Uma peripécia desta manhã:
Acordámos cedo para ir para o exame, e tomámos o pequeno-almoço nas calmas (tínhamos tempo). Como um dos autocarro não passa aqui por volta da hora a que queríamos sair, tivemos de andar um pouco mais para chegar à paragem de autocarro. Tudo muito calmo até ao momento, só a expectativa do exame.
Chegando ao metro, constatámos algo estranho... Só passavam metros do lado oposto da linha, e o nosso, nem vê-lo. Estivemos à espera durante 20 minutos, até que o bendito metro decidiu chegar. A partir da estação da escola, fomos quase a correr (a neve não dá lá muito jeito para andar, e algumas foram as vezes que ameaçámos cair) até ao gabinete da nossa professora de cá, onde foi o ponto de encontro. Esbaforidas, lá chegámos a tempo, mesmo em cima da hora, e com um valente ataque de tosse... tão grande que a própria professora nos ofereceu chá, água e café.
No final do exame, para compensar esta peripécia, ficámos a conversar com a professora sobre os estágios, e ela ofereceu um chocolate a cada uma (chocolate este desejado por nós desde a noite passada, aquando do estudo).
É tudo por agora.
Beijinhos.
Yohanna (sim, no cartão da escola é este o meu nome lol... como adoro o estrangeiro =p) e Sofia
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
We're singing in the rain...
Descobrimos que a nossa casa tem ventilação...
Uma falha minúscula na parede da sala, tão pequenina que foi mesmo muito complicado encontrar... mas ainda assim, por onde entra frio e uma ou outra gota de chuva de tempos a tempos...
Beijinhos
Joana e Sofia
Uma falha minúscula na parede da sala, tão pequenina que foi mesmo muito complicado encontrar... mas ainda assim, por onde entra frio e uma ou outra gota de chuva de tempos a tempos...
Beijinhos
Joana e Sofia
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Na saúde e na doença...
Joana e Sofia estão doentes...
Sim, as duas... ao mesmo tempo... com os mesmo sintomas...
Isto deve-se, provavelmente, ao cadeado "roubado" para a foto em Paris, na ponte em que os namorados juram amor eterno.
Joana e Sofia estão juntas, como podem ver, na saúde e na doença.
Beijinhos
Sim, as duas... ao mesmo tempo... com os mesmo sintomas...
Isto deve-se, provavelmente, ao cadeado "roubado" para a foto em Paris, na ponte em que os namorados juram amor eterno.
Joana e Sofia estão juntas, como podem ver, na saúde e na doença.
Beijinhos
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
C'est la vie en rose - Paris
Joana e Sofia foram passar o seu primeiro fim-de-semana fora. Destino: Paris!
Tivemos uma aventura com a compra dos bilhetes do TGV, cujos pormenores não irão ser revelados publicamente...
A viagem correu bem, apesar dos "vizinhos" fantásticos que nós tínhamos.
Depois de correrem para o TGV, e procurarem a linha certa, conseguimos dar com os lugares. Os nosso vizinhos... bem... altos, espadaudos, musculados... tipo George Clooney e Brad Pitt... Ou então não, ou seríamos nós muito felizes.
Basicamente eram dois homens de tenra idade. Um passou a vida no computador, desconfiado que a Sofia lhe estava a roubar as ideias do seu precioso trabalho. O outro, ao lado de Joana, olhava para nós, sorria, piscava o olho, estendia a perna, e quase se deitava em cima da Joana... Joana, que já estava farta disto, decide puxar o separador do banco, e o homem ficou muito espantado... Ao que parece, segundo Sofia, Joana ia entalando o braço do senhor. Sofia teve um ataque de riso, Joana estava mais séria.
Já em Paris, fomos fumar um cigarro, e quando Joana acaba de enrolar o dela, vem uma senhora falar com elas porque ficou fascinada com a máquina de enrolar. Conversa puxa conversa, e aparece, do nada, um rapaz que, ao ver que estamos a fumar tabaco de enrolar, nos estende o maço e diz para elas tirarem de lá cigarros... na verdade, foi-se embora tão depressa como chegou...
Fomos comprar os bilhetes de volta, para domingo, e deparamo-nos com uma fila deveras...grande...
Lá tivemos nós de esperar... Atrás de nós estava o Frodo... a sério...
A felicidade foi grande quando nos apercebemos que o bilhete foi mais barato que o de vinda, e em 1ª classe!
Andámos à procura do autocarro, que o primo da Joana tinha dito, e depois de Sofia se lembrar de seguir o caminho contrário àquele que o autocarro que viram (o mesmo que tinham de apanhar) estava a fazer, lá deram com a paragem.
Apanhámos imenso trânsito, porque naquela zona o trânsito estava caótico, mas chegámos ao destino. Procurámos o café que o primo da Joana tinha dito, mas, azar dos azares, estava já fechado...
Então, fomos à barraquinha de waffles, para comer. Ele chegou entretanto, e fomos até casa.
Até aqui tudo muito bem. Decidem ir jantar fora. Quando vai a levantar dinheiro, Joana fica sem o cartão... No dia seguinte ainda foram ao banco pedir para recuperar, mas o pedido foi negado. Pelos vistos Joana deve andar a roubar os seus próprios cartões, então é melhor ter cuidado e enviar para Portugal a confirmar que é mesmo a dona.
O resto do fim-de-semana foi fantástico, apesar de Joana ter ficado doente. Andámos imenso, para todo o lado, e o mais difícil foi acompanhar o andar rápido do primo. Ele anda mesmo muito depressa.
No final, estávamos prontas para ter um fim-de-semana para descansar, mas sentimos que aproveitámos em grande estes dias.
No comboio, ainda dormimos uma sestinha curta, porque não aguentávamos o cansaço.
Ainda tivemos de apanhar o metro até "perto" de casa, e, como ao domingo Bruxelas morre e não há autocarros, tivemos de andar cerca de 30 minutos a pé, com frio, cansadas... Ao chegarmos a casa até nos parecia mentira.
À noite dormiram que nem anjinhos, e de manhã ainda mal se conseguiam mexer... mas querem ir novamente a Paris :)
É tudo.
Johanna et Sophie (a forma como as nossas orientadoras escrevem os nossos nomes).
Tivemos uma aventura com a compra dos bilhetes do TGV, cujos pormenores não irão ser revelados publicamente...
A viagem correu bem, apesar dos "vizinhos" fantásticos que nós tínhamos.
Depois de correrem para o TGV, e procurarem a linha certa, conseguimos dar com os lugares. Os nosso vizinhos... bem... altos, espadaudos, musculados... tipo George Clooney e Brad Pitt... Ou então não, ou seríamos nós muito felizes.
Basicamente eram dois homens de tenra idade. Um passou a vida no computador, desconfiado que a Sofia lhe estava a roubar as ideias do seu precioso trabalho. O outro, ao lado de Joana, olhava para nós, sorria, piscava o olho, estendia a perna, e quase se deitava em cima da Joana... Joana, que já estava farta disto, decide puxar o separador do banco, e o homem ficou muito espantado... Ao que parece, segundo Sofia, Joana ia entalando o braço do senhor. Sofia teve um ataque de riso, Joana estava mais séria.
Já em Paris, fomos fumar um cigarro, e quando Joana acaba de enrolar o dela, vem uma senhora falar com elas porque ficou fascinada com a máquina de enrolar. Conversa puxa conversa, e aparece, do nada, um rapaz que, ao ver que estamos a fumar tabaco de enrolar, nos estende o maço e diz para elas tirarem de lá cigarros... na verdade, foi-se embora tão depressa como chegou...
Fomos comprar os bilhetes de volta, para domingo, e deparamo-nos com uma fila deveras...grande...
Lá tivemos nós de esperar... Atrás de nós estava o Frodo... a sério...
A felicidade foi grande quando nos apercebemos que o bilhete foi mais barato que o de vinda, e em 1ª classe!
Andámos à procura do autocarro, que o primo da Joana tinha dito, e depois de Sofia se lembrar de seguir o caminho contrário àquele que o autocarro que viram (o mesmo que tinham de apanhar) estava a fazer, lá deram com a paragem.
Apanhámos imenso trânsito, porque naquela zona o trânsito estava caótico, mas chegámos ao destino. Procurámos o café que o primo da Joana tinha dito, mas, azar dos azares, estava já fechado...
Então, fomos à barraquinha de waffles, para comer. Ele chegou entretanto, e fomos até casa.
Até aqui tudo muito bem. Decidem ir jantar fora. Quando vai a levantar dinheiro, Joana fica sem o cartão... No dia seguinte ainda foram ao banco pedir para recuperar, mas o pedido foi negado. Pelos vistos Joana deve andar a roubar os seus próprios cartões, então é melhor ter cuidado e enviar para Portugal a confirmar que é mesmo a dona.
O resto do fim-de-semana foi fantástico, apesar de Joana ter ficado doente. Andámos imenso, para todo o lado, e o mais difícil foi acompanhar o andar rápido do primo. Ele anda mesmo muito depressa.
No final, estávamos prontas para ter um fim-de-semana para descansar, mas sentimos que aproveitámos em grande estes dias.
No comboio, ainda dormimos uma sestinha curta, porque não aguentávamos o cansaço.
Ainda tivemos de apanhar o metro até "perto" de casa, e, como ao domingo Bruxelas morre e não há autocarros, tivemos de andar cerca de 30 minutos a pé, com frio, cansadas... Ao chegarmos a casa até nos parecia mentira.
À noite dormiram que nem anjinhos, e de manhã ainda mal se conseguiam mexer... mas querem ir novamente a Paris :)
É tudo.
Johanna et Sophie (a forma como as nossas orientadoras escrevem os nossos nomes).
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Mais uma semana, mais aventuras...
A partir daqui, como já temos internet, as actualizações serão mais frequentes, e os posts mais pequenos.
Joana e Sofia começam a habituar-se à nova vida em Bruxelas. Foram passear, depois de uma manhã na faculdade, pelo centro da cidade, e aproveitaram para procurar a estação de comboios. Depois de terem andado cerca de 20 minutos, muito encantadas com o que as rodeava, mas também muito perdidas, e depois de terem sido interpoladas por uns senhores de aspecto duvidoso, e de se terem perdido para tentar despistá-los, as raparigas encontram, finalmente, a Gare Central, que afinal era mais perto do metro do que pensavam. Pelos vistos é mesmo verdade que “às vezes é preciso perdermo-nos para nos encontrarmos”.
No dia seguinte, a caminho de casa, passam pelo hipermercado que há lá perto. Vêem uma secção apenas com decorações de Natal, fora do hipermercado, e têm a brilhante ideia de se enfiarem lá para escolher decorações para a casinha delas, de forma a torna-la ainda mais acolhedora. Isso nem foi difícil…o pior foi quando chegaram à caixa e não viram ninguém para receber o dinheiro. Depois de muito olharem à sua volta, observaram um casal que também tinha ido buscar decorações naquela secção, e que pegou as coisas e entrou no supermercado. Joana e Sofia apercebem-se que esperaram para nada, visto que aquilo seria pago na caixa do hipermercado, juntamente com as outras compras (o que é estúpido, porque podiam ter saído dali sem pagar nada, que ninguém notaria).
Já na caixa do hipermercado, Joana passa primeiro, para ir colocando as compras nos sacos, e Sofia vai pondo as compras no tapete. Quando Sofia passa para o lado da Joana os alarmes apitam… Joana e Sofia olham uma para a outra, Sofia volta a entrar, não fosse aquilo ser obra do ferro que tem nas costas (não, não iam roubar nenhum ferro… Sofia foi mesmo operada à coluna, e de vez em quando acontecem-lhe coisas deste género). Mas desta vez não foi culpa dela. Desta vez o senhor da caixa disse que era normal. que é por causa das roupas que lá compraram, e, de facto, quando ele passa o gorro, voltam-se a ouvir os alarmes.
Em casa, as raparigas contentam-se com um jantar que nada tem de especial (massa com panados de carne), mas que comparado com a fast-food que são obrigadas a comer ao almoço, por não encontrarem muito por onde escolher na faculdade, parece um manjar dos deuses. Sim, porque as raparigas bem que queriam fazer uma alimentação mais saudável, mas pelo que vêem na faculdade, a maioria dos alunos resume a sua alimentação a baguetes (que, diga-se de passagem, são gigantes) e pizzas, e mais outras coisas que elas ainda não sabem bem o que são, e que, para dizer a verdade, nem sabem assim tão bem como os colegas fizeram acreditar.
E já que se está a falar dos colegas, as raparigas sentiram-se de volta ao ensino secundário quando, no primeiro dia de faculdade, entraram na sala de convívio, a professora as apresentou, e a grande maioria dos alunos ficou a olhar para elas como se elas fossem seres de outro planeta. Poucos foram os colegas (foram 2) que logo à primeira as fizeram sentir-se bem ali, e Joana e Sofia acham que os engenheiros da escola ao lado são bem mais simpáticos, nem que seja por não saberem que elas são estrangeiras. No segundo dia, quando apresentadas às colegas numa aula, as duas raparigas já se sentiram melhor e as colegas já foram mais receptivas, apesar de ainda terem recebido alguns olhares um tanto ou quanto intimidantes de duas ou três.
O que lhes vale são as professoras, que são todas um amor com elas, e os senhores portugueses que são donos do café e do supermercado que ficam mesmo ao lado do edifício de enfermagem, e com os quais Sofia e Joana rapidamente travaram amizade… e sabe tão bem ouvir falar português. Se bem que o filho dos donos do café, quando soube que elas eram portuguesas, ficou a olhar para elas como se elas fossem peças num museu…tanto que a mãe lhe disse “não lhes metas medo!”, ao que Joana e Sofia gentilmente disseram “Não mete”, enquanto sorriam entredentes. E entenda-se aqui que o filho não é uma criança que olha curiosamente para as coisas… é um adulto, que fita de forma constrangedora. Ainda melhor é a marca do café que lá utilizam ser igual à marca que usam na ESEL, pelo que as raparigas se deliciam todas as manhãs com aquele cafezinho.
Falando das aulas… Bem… A primeira a que as raparigas foram assistir foi uma aula laboratorial de sondagem vesical. Apesar de terem compreendido tudo, e de terem visto algumas diferenças do que tinham aprendido para o que estava a ser ensinado, nada de muito estranho tinha acontecido… até ao momento em que as alunas são divididas em grupos, para realizarem o procedimento. Não se sabe se era porque a professora estava ocupada (porque, para além de nós, estavam lá mais duas alunas francesas que estavam ali para estagiar como professoras, e a professora conversou muito com elas), mas o que se viu em seguida nada se comparava com as aulas que Joana e Sofia tiveram. Ainda foram algumas as vezes em que jogaram as mãos à cabeça ao pensarem na assepsia, mas como só observaram um dos grupos a trabalhar, não podem garantir que todas as alunas tenham feito o procedimento da mesma forma. O que mais as espantou foi a utilização de algodão em vez de compressas e a forma como as embalagens do material eram abertas sobre o campo esterilizado... mas adiante…
Já estava quase esquecido o momento em que Joana e Sofia chegam tarde à faculdade, e vão falar sobre isso com a professora, e, após lhe dizerem que tinham apanhado o autocarro no sentido contrário (era o primeiro dia, pode acontecer a qualquer um, e principalmente é algo que não é nada estranho se acontecer a nós), a professora se ri, e, a partir desse dia, fica sempre preocupada que elas se percam, tanto que sugere que vão procurar antecipadamente os locais onde irão estagiar, e até lhes imprime os mapas e explica o caminho todo.
Momento cómico de um dia (já não se sabe ao certo qual), foi aquele em que a seguinte conversa se processa:
Sofia: Tenho de ir à Zara.
Joana: Por acaso eu também.
Sofia: Quero comprar uma mala sem ser de tiracolo.
Joana olha para Sofia durante 5 segundos: Eu quero uma mala de tiracolo.
Isto poderia ser sinal de que nunca estamos contentes com o que temos…
Algo engraçado passou-se quando compraram cerveja de cereja, da qual já tinham ouvido falar muito. Viram várias no hipermercado, e pegaram na mais barata. Chegando a casa, provaram, e foram bebendo com gosto, até que Sofia se põe a olhar para o rótulo. A cerveja chama-se nada mais, nada menos, que Mort Subite… Morte Súbita é sempre um bom nome para uma cerveja…Pelo menos sabe bem.
Por último, muitas palhaçadas já foram feitas pelas raparigas na neve. Parecem duas crianças autênticas, e têm ideia que quem passa por elas não compreende como é que elas estão tão felizes e a rir tanto quando está tanto frio. O pior foi quando, um dia, à saída do hipermercado, Joana vai um pouco mais à frente e ouve Sofia chamá-la, mas quando se volta para trás não a vê… Só lá está um casal com um bebé, que olham para o chão com um ar muito espantado. Joana acha que não pode ser coisa boa, e segue a direcção do olhar deles, para tentar perceber o que eles estão a ver, e nisto vê Sofia a levantar-se do chão enquanto se ri à gargalhada. Alguma de nós tinha de ser a primeira a cair, e ter demorado uma semana até foi um bom record, tendo em conta as nossas pessoas e a facilidade com que coisas parvas nos acontecem.
Como não só à Sofia acontecem destas coisas, quando Joana ia a caminho do estágio, no primeiro dia, ainda muito ensonada, depara-se com um microfone e uma câmara de filmar voltados para ela, enquanto um senhor lhe faz uma pergunta que a rapariga nem sequer quis ter tempo de processar, porque fugiu a sete pés.
E mais um momento brilhante que mostra a nossa imensa sanidade mental:
Sofia: Aqui os peitos de frango têm ossos?
Joana fica a olhar para o prato de Sofia, e depois diz: Sofia, isso é uma batata…
Além de tudo isto, há algo importante que nos esquecemos de contar. Sendo que uma das vizinhas tem um cão, outra tem gatos, porque não poderiam as raparigas ter também um animal de estimação? Eis que uma noite o bicho surge… na janela do quarto… não se sabe vindo de onde… a mosca amestrada, a nossa nova companheira de casa… que, já agora, ou morreu, ou fugiu não se sabe bem como (porque não abrimos as janelas) ou andas escondida.
Joana e Sofia passeiam-se na baixa de Bruxelas depois do primeiro dia de estágio, e mais uma vez fazem furor. Uma cena caricata foi uma senhora inglesa, com muito bom ar… era “chiquibem”… primeiro pergunta-lhes onde pode carregar o telemóvel, coisa que as duas raparigas também gostavam de descobrir; segundo, e o mais parvo, quando elas iam voltar ao seu caminho, a senhora pede-lhes 1 euro… Joana e Sofia respondem que não têm porque também são turistas…
No mesmo dia, quando foram comprar trufas de chocolate ao mercado de Natal, as raparigas passam por dois rapazes que ficam a olhar. Depois notam que eles param, andam um bocadinho para a frente, um bocadinho para trás, e, quando dão por elas, já Joana está a dizer à Sofia: “miga, os gajos estão mesmo aqui ai lado”. O que provavelmente os assustou foi o magnifico sotaque de Joana e Sofia (sim, é verdade, principalmente quando comparado com o sotaque que os belgas têm) quando falaram em inglês com o senhor da barraquinha.
Por agora é tudo.
Estamos a adorar isto, mas temos imensas saudades vossas!
Beijinhos,
Joana e Sofia
Subscrever:
Mensagens (Atom)

